Uma das principais tendências para 2021, o marketing de nostalgia já é aplicado há algum tempo e talvez você nem tenha se dado conta disso. Nesse artigo vou explicar como ele funciona e de que forma pode ser uma boa estratégia para suas ações em busca de clientes e vendas. 

Para exemplificar, destaco uma experiência pessoal : estava navegando na Netflix e percebi que uma série chamada Cobra Kai, era naquela semana, o programa de tendências número um no popular serviço de streaming. Superficialmente, esse parece um cenário muito improvável.


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Cobra Kai é a continuação do filme Karatê Kid de 1984 e segue a história das estrelas adolescentes em uma história intensamente repetida nas sessões da tarde pela TV. O filme original atraiu as crianças (e deu início a uma revolução do caratê), mas essa série com referências sexuais, uso de drogas e violência é mais voltada para adultos.

A série (me perdoem os fãs) nem é assim tão empolgante, mas tem uma vibe dos anos 1980 em sua música e estética. É muito previsível e realmente nem terminei de assistir os primeiros episódios.

Como no mundo essa série ficou no topo da preferência, entre milhares de opções da Netflix altamente cotadas?

A seguir vou tentar explicar o porquê e prevejo que este é apenas o começo de uma tendência crescente baseada na nostalgia. E a nostalgia vende e atrai consumidores

É um tipo de marketing eficiente?

Primeiro, vamos entrar na mesma página sobre o que quero dizer com nostalgia.

A nostalgia é um anseio sentimental pelo passado, tipicamente por um período ou lugar com associações pessoais felizes. Um exemplo de uma empresa que usa a nostalgia para evocar essas emoções positivas seria lançar uma edição “retrô” de um produto que evoca memórias de infância.

De olho nesse movimento, a Pepsi reintroduziu no ano passado em alguns mercados mundiais latas retrô de edição limitada. As imagens das latas, que datam dos anos 1940 até os anos 1980, faziam parte da campanha “Celebrando Cada Geração” da Pepsi. 

Reconhecer algo de sua infância pode despertar boas lembranças do que a Pepsi significava para você e possivelmente estimular uma compra para recapturar esse sentimento.

O marketing da nostalgia é o equivalente publicitário de uma grande caneca fumegante de sua sopa favorita em um dia frio. Numa época em que tudo tem que ser mais rápido, melhor, maior, mais e mais, o marketing da saudade nos transporta de volta a um tempo mais simples, quando os prazeres simples faziam tudo ficar bem.

Ao persuadir os consumidores de que suas preocupações com o agora podem se dissipar em um momento, as empresas podem entregar sua mensagem de marketing a um cliente mais receptivo e transmitir a sensação que durará muito mais do que o momento atual.

A chave para o marketing nostálgico é entender o que motiva o seu público, pensar sobre como eles foram criados e onde realmente residem seus receptores emocionais mais profundos. 

Um pouco de pesquisa é muito útil e, ao analisar a divisão geracional de seus clientes, você pode aprender muito mais facilmente o que pode fazer com que cada um deles funcione.

Para o marketing, a nostalgia cria um laço emocional da marca com seus consumidores, por isso se torna tão poderoso.

Dados da revista Marketing Week mostram que a nostalgia do marketing pode até ser atribuída à ciência. Embora não haja uma Idade de Ouro, os anos noventa são atualmente a década mais lembrada com carinho, seguida de perto pelos anos oitenta, setenta e sessenta. 

Embora os anos 50 e 90 tenham provocado menos positividade, será interessante ver a mudança ao longo do tempo à medida que as novas gerações se transformam em consumidores mais maduros.

Como fazer o marketing de nostalgia

  • Pense na sua estratégia como um projeto bem estruturado, envolvendo vários canais e se for o caso de sua empresa ou negócio ter uma ligação forte com o mundo retrô, aposte em ações de branding para fortalecer ainda mais a marca. 
  • Preste atenção aos detalhes mais sutis, aquelas nuances que realmente tocarão seus clientes. Isso pode ser qualquer coisa, desde uma tela de fundo até um produto redesenhado.
  • Faça pesquisas e descubra o que o seu público sente como algo especial. Veja as datas da história ou até mesmo a sua linha do tempo.
  • Vá até os seus arquivos e resgate aquelas fotos e clipes de filme antigos, marketing em pó de ouro!
  • Talvez você veja como sua marca evoluiu ao longo dos anos. É um projeto divertido de fazer para o negócio. Aqui na NVX estamos levando isso muito a sério. 
  • Criar conteúdos engraçados e que criem uma conexão com o leitor revivendo coisas do passado é uma alternativa.
  • Você pode fazer isso através de blog posts, quizzes e até vídeos.

O importante é que você relacione a nostalgia da sua persona com o tipo de conteúdo que oferece.

Em vez de promover um produto ou serviço, o marketing por meio da nostalgia incentiva as comunidades a relembrarem por que amam sua marca. Mesmo que os clientes não estejam em posição de comprar agora, isso reforça a reputação da marca e mantém você no radar.

Marketing de Nostalgia nas redes 

Se for bem feito e planejado, como já citei anteriormente, essa tática de marketing gera um engajamento incrível. 

Procure recriar imagens com fundos e fontes utilizando cartazes de filmes antigos ou séries, mas com o nome da sua empresa no lugar. 

Na sua pauta de conteúdos busque incluir a hashtag #tbt (throwback thuersday) muito popular e utilizada para marcar conteúdos antigos repostados. 

Posts que tiveram boa performance no passado (use as métricas para verificar) também são alternativas para engajar ainda mais. 

Repaginar e recriar clássicos do passado em linguagem de marketing funcionam muito bem. Uma das séries mais assistidas da Netflix “Stranger Things” bebe dessa fonte. Vídeos, imagens, gifs e montagens da série, fizeram parte dos conteúdos explorados pela empresa para divulgar e o sucesso foi imenso. A trilha sonora, recheada de hits dos anos 80 então, nem se fala. 

Confira o vídeo que eles fizeram com a Xuxa para divulgar Stranger Things! Nostalgia pura!

O que fazer e o que não fazer:

A conexão com o seu público deve ser impactada por ações criativas, mas não faça nada de ilegal. Cuidado com os direitos autorais ao utilizar marcas e cases conhecidos. As redes sociais tem algoritmos que identificam violações de uso não permitidos e bloqueiam seu conteúdo. 

Primeiro vamos ao que fazer:

A Persona no topo – Considere a idade da sua persona. Importante saber que a cada estágio da vida os momentos nostálgicos são diferentes. Então avalie a idade da sua persona para saber qual memórias ressuscitar na hora de criar sua campanha.

Boas Fontes – Aqui a sua credibilidade vai estar em jogo. Procure pesquisar e utilizar fontes confiáveis para transmitir conteúdos verdadeiros e comprovados. 

Se você for escrever um post sobre os melhores brinquedos dos anos 70 não faz sentido colocar alguém que nasceu nos anos 90 para escrever, não é mesmo?

Seu post ficará muito mais real se você utilizar fontes que passaram por aquilo que você quer postar.

Datas Especiais – Estratégia largamente usada nas postagens de redes, podem ganhar aqui um sentido mais profundo e ganhar conteúdo nostálgico. Dia das Crianças, Páscoa, Natal, Ano Novo, aniversários de marcas famosas ou celebridades icônicas ajudam no interesse. 

E o que não fazer:

Evite dar bola fora – Procure não despertar sentimentos ruins com a nostalgia. Alinhe suas ideais com ações inteligentes e que tragam valor par sua persona. 

Não force a barra – Mesmo sendo uma tendência no marketing, procure não enfiar goela abaixo do seu público uma campanha de nostalgia. Faça testes para entender se a mensagem está sendo recebida. Continuar insistindo em algo sem retorno, não faz sentido algum. 

Crie, mas não copie – Ficar repetindo o que outros fazem, o famoso “copiar o coleguinha” não pega bem no marketing de nostalgia que tem um foco de originalidade. Crie conteúdos próprios para não cair no copycat. 

Conclusão

Uma boa marca precisa criar conexão emocional entre seus produtos/serviços e seu público. 

Estamos entrando em um período de “boom” para produtos carregados de emoção como: roupas retrô, brinquedos e jogos do passado, alimentos reconfortantes associados à infância, um renascimento na música, na TV e nos filmes dos anos 1980 e 1990. 

Também acredito que veremos imagens, fontes e tendências de design familiares das últimas décadas voltando para uma geração que busca o conforto de uma época mais feliz.

E isso explica por que um programa bastante idiota como Cobra Kai esteve no topo das paradas da Netflix. Queremos esquecer tudo isso que está aí e torcer pelo Karatê Kid mais uma vez. 

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